Projetos

CenAberta Nordeste

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Diversidade, inovação e intercâmbio são os pontos fortes que marcaram esta edição do Edital Cena Aberta Nordeste, segundo a curadoria composta pelos críticos de arte e pesquisadores Kil Abreu, membro da APCA, e Valmir Santos, colaborador da revista Bravo!. A primeira sensação que tiveram do edital foi de intercâmbio. Com ampla experiência em pesquisa teatral e curadoria de festivais, eles veem o Cena Aberta NE como um edital inovador.

 

“Podemos dizer que a iniciativa de um espaço privado lançar um edital de ocupação é pioneira. O edital tem caráter contemporâneo, pois abrange uma diversidade de gêneros. O exercício de projeção de performances é inédito. A Casa da Ribeira está de parabéns!”, comentou Santos.

 

A curadoria é uma fase muito importante de um edital. É um momento em que os curadores devem estar atentos, ser imparciais e se libertar de tendências e preconceitos. Abreu e Santos afirmam que foram unânimes em várias escolhas. “Quando juntamos as análises, começamos a pensar juntos, muita coisa bateu. Mas é importante essa troca, pois um indica, o outro levanta questões e assim vai”, disse Kil.

 

Sobre os critérios de seleção, os curadores optaram pela qualidade artística dos projetos. Eles perceberam a confusão de alguns grupos em associar a pesquisa sistematizada e teorias à garantia de qualidade dos espetáculos. “Nos deparamos com a necessidade de apoio ao suporte teórico vir antes mesmo da obra em si. Não dá para fazer da teoria um sinônimo de qualidade. Isso indica pretensão de verniz intelectual”, afirmou Abreu. “Mas isso é normal acontece em todo lugar, é um processo de amadurecimento que todo artista deve passar”, completou.

 

Um ponto que chamou a atenção, em especial de Valmir, foi a cena local de performances, desconhecida por eles até então. “Para mim foi uma novidade encontrar tanta proposta de coletivos de rua aqui no Nordeste. O Cena Aberta vai dar uma boa projeção a esses grupos”. A interiorização do teatro de pesquisa também despertou curiosidade. “Percebemos um olhar autoral impressionante, desde o ambiente de criação até a concepção da cena. É bom saber que os teatros de grupo de cidades do interior estão lançando ideias, criando as próprias dramaturgias!”, exclamou Santos.

 

Os editais de ocupação da Casa da Ribeira, surgem para preencher uma lacuna cultural, saciar o desejo do artista/grupo/coletivo de mostrar seu trabalho e democratizar os espetáculos, levar arte à cidade, possibilitando o acesso, diversidade e intercâmbio cultural.


Sobre o Cena Aberta Nordeste
De outubro deste ano até abril de 2013, os 18 projetos contemplados pelo Edital Cena Aberta Nordeste ocuparão a Sala Cosern de Teatro da Casa da Ribeira com espetáculos de teatro, dança e performances, além da participação de dois projetos na terceira etapa do Circuito Cultural Ribeira, em outubro. O Cena Aberta Nordeste foi contemplado pelo Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro da Funarte e Ministério da Cultura. Nesta edição o edital atingiu os nove estados da região e contemplou o Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Bahia.

 

 

Curadoria
KIL ABREU é membro da Associação Paulista de Críticos de Arte e curador do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. É crítico, jornalista e pesquisador do teatro pós-graduado em artes pela Universidade de São Paulo (USP). Foi crítico do jornal Folha de São Paulo e da revista Bravo!, curador dos festivais de Curitiba, Recife e jurado do prêmio Shell de teatro. Dirigiu o Departamento de teatros da cidade de São Paulo e a Escola Livre de teatro de Santo André. Mantém estudos sobre dramaturgia e teatro brasileiro contemporâneo.

 

VALMIR SANTOS é crítico do jornal Valor Econômico e colaborador da revista Bravo!. É jornalista dedicado à cobertura de teatro desde 1992. Mestre em Teatro pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, exerceu as funções de repórter e redator nos jornais Folha de S.Paulo e O Diário de Mogi, Mogi das Cruzes. Edita o site Teatrojornal - leituras de cena (www.teatrojornal.com.br), desde maio de 2010. É autor de livros com perfis históricos dos grupos Parlapatões, Patifes & Paspalhões (SP), Armazém Companhia de Teatro (RJ), Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS) e Grupo XIX de Teatro (SP). Publicou A história em cena, em 2010, obra relativa aos 35 anos do Teatro Faap, de São Paulo, editada pela instituição que lhe dá nome. Foi cofundador do Grupo Pombas Urbanas em 1989, em São Miguel, bairro da zona leste paulistana, onde nasceu, tendo integrado o núcleo nos três primeiros anos de sua fase amadora.

 
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