Espaço para voar

Palco de voos pioneiros e de tantos sonhos, a Rampa é uma das áreas mais representativas da história de Natal (RN). Foi nessa edificação, à beira do Rio Potengi, nas primeiras décadas do século XX, que a cidade começou a se conectar com o mundo.

Valendo-se do seu posicionamento geográfico privilegiado – e que lhe rendeu o apelido de “Esquina do continente” -, Natal se tornou um importante entreposto aéreo que interligava Europa, África e América Latina – isso entre as décadas de 20 e 30, nos primórdios da aviação comercial.

Nesse contexto, a Rampa funcionava como terminal de hidroaviões. Por lá passaram os mais destacados pilotos daquela geração, desbravadores que ajudaram a traçar as linhas áreas que se tem hoje no planeta.

Na década de 40, o espaço ganha um novo papel: passa a ser utilizado pelo EUA como base militar, na Segunda Guerra Mundial. Na época, Natal recebeu milhares de soldados americanos, gerando significativa convivência entre culturas.

Com o fim da guerra, o desuso de hidroaviões de passageiros e a construção de aeroportos no mundo todo, a Rampa perde sua função original, ficando para o Exército e a Força Aérea Brasileira, servindo como clube militar.

Na década de 70, o espaço abre-se para a população. Ao longo dos anos, diversos restaurantes funcionaram no local – inclusive um cine drive-in – até o espaço cair em desuso completo a partir dos anos 90.

Agora, seguimos em voo – mas em direção a futuros desejáveis. Porque o projeto de ocupação artística Rampa – arte museu paisagem tem como conceito gerador o verbo “voar”, que representa também sonhar, imaginar e projetar futuros. É um processo de construção que atravessa toda a história da humanidade, desde a pré-história – como registram as inscrições rupestres do Lajedo Soledade (sítio arqueológico na Chapada Apodi/RN), onde estão impressas as primeiras representações de quem decidiu ativar esse desejo de “voar” – até o século XXI, uma era complexa, em que a atuação do homem não basta apenas para imaginar o futuro, mas para repensá-lo.

Venha Rampar conosco!

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